Novas formas de consumo – das dietas personalizadas ao carrinho de supermercado inteligente

Por Letícia Fernandes

Muito tem se falado sobre “novas formas”, “novo mundo” e readaptação. Mas antes da pandemia pelo coronavírus acontecer, as inovações em food service e food tech já estavam a mil.

Hoje trouxemos alguns exemplos de como o ecossistema de alimentos e bebidas tem inovado.

Refeições personalizadas

Acredita-se que no futuro não comeremos mais tudo em uma mesma refeição e, sim, de maneira “porcionada” conforme nossas necessidades. Alguns exemplos são as vitaminas criadas em impressoras 3D e as dietas formuladas com base no DNA.

Neste seguimento, podemos citar a empresa Mixfit e seu sistema que cria bebidas com vitaminas customizadas para cada perfil nutricional, utilizando dados e até fotos dos alimentos que a pessoa tem no momento.

O sistema funciona através de um aplicativo chamado MINA, onde o usuário entra com seu perfil nutricional e conecta a outros dispositivos como o Apple Watch. A partir dessas informações, o Mixfit prepara a bebida customizada.

Fonte: The Spoon

Dark Kitchens

As dark kitchens foram popularizadas pelos Estados Unidos, mas já vêem invadindo o Brasil. São estabelecimentos de serviço de alimentação que oferecem unicamente a opção de delivery, funcionando como uma cozinha compartilhada onde diversos restaurantes podem operar em conjunto, sem que um interfira no outro.

Essa tendência de compartilhamento resulta em vantagens para o proprietário, pois há redução de custos, permite flexibilizar o cardápio, variar menus com mais segurança, maximizar o volume dos pedidos e a criação de novas marcas e ideias, e também para o consumidor, pois quanto maior a quantidade de pedidos, maior a probabilidade de redução do valor final.

Smart stores e smart shopping carts

Com o intuito de diminuir as filas em supermercados, grandes empresas como a Amazon e outras startups menores têm investido na inteligência artificial dentro desse setor.

A ideia da Amazon GO, por exemplo, foi de implantar esses pequenos mercados que funcionam 24h, onde existem câmeras e monitoramento através de IA que identificam o que foi tirado da prateleira e quanto deve ser cobrado na saída.

Startups como a Caper e a Veeve, criaram carrinhos de supermercado, também com câmeras e sensores com IA, que dizem o que foi colocado dentro dos mesmos. Além disso, há uma balança acoplada para que o consumidor pese o que é preciso.

O pagamento é feito por cartão de crédito, Apple Pay ou Google Pay. Uma luz verde indica que as compras estão OK e podem ser pagas, enquanto uma luz vermelha indica que há algo errado e um funcionário deve ser requisitado.

Fonte: CNN Business

Marketplace varejista

Em uma realidade mais próxima do Brasil, podemos citar também o serviço oferecido pelo Mercado Livre, maior plataforma de comércio eletrônico do país.

Desde abril deste ano, ele vem oferecendo uma seção em seu site chamada Supermercado, onde o consumidor pode adquirir até 12 mil itens. Metade é vendido diretamente pelo Mercado Livre, que visa um projeto para o segundo semestre, e o restante é comercializado por varejistas parceiros no esquema de marketplace.

Fontes: Food Innovation, CNN, Food Innovation e The Spoon.

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